Dona da Fiat e Peugeot, Stellantis anuncia investimentos de R$ 30 bi no Brasil até 2030

A Stellantis, dona das marcas Jeep, Fiat, Peugeot e Citroen, anunciou nesta quarta-feira o investimento de R$ 30 bilhões no Brasil, no período de 2025 a 2030.

Os investimentos serão aplicados no lançamento de 40 novos produtos durante o período, como motores e carros, de acordo com a empresa.

O anúncio, classificado pela companhia como o maior investimento na história da indústria automotiva brasileira e sul-americana, foi feito em Brasília após a diretoria da empresa se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Os R$ 30 bilhões serão investidos na produção de novas tecnologias no Brasil, com um foco no desenvolvimento de motores híbridos flex de carros, movidos a etanol e energia elétrica.

O Polo Automotivo Stellantis em Betim, em Minas Gerais, é apontado pela empresa como centro global da companhia no desenvolvimento da tecnologia chamada “Bio-Hybrid”, que usará etanol e eletrificação.

A produção dos primeiros veículos equipados com a tecnologia BioHybrid é flexível e pode ser integrada a diversos modelos fabricados pela Stellantis, frisou a companhia em comunicado.

A tecnologia Bio-Hybrid é suportada por três powertrains híbridos que serão gradualmente produzidos e introduzidos no mercado. Essas novas tecnologias incluem a BioHybrid; Bio-Hybrid e-DCT com transmissões eletrificadas de dupla embreagem; Bio-Hybrid Plug-In; e BEV (100% elétrico). As novas tecnologias híbridas começarão a ser disponibilizadas até o final de 2024.

Os investimentos serão focados em carros híbridos, elétricos e movidos a hidrogênio verde, seguindo o objetivo do programa de Mobilidade Verde (Mover) do governo, que busca descarbonizar os veículos brasileiros.

“Este anúncio solidifica nossa confiança e comprometimento com o futuro da indústria automotiva sul-americana e é uma resposta ao ambiente de negócios favorável que encontramos aqui”, disse o CEO da Stellantis, Carlos Tavares.

Tavares também destacou a importância dos produtos desenvolvidos serem acessíveis ao público brasileiro.

“Essas tecnologias têm que ser acessíveis à classe média. Devemos entrar na mobilidade limpa pela janela da acessibilidade. Ou seja, se não for acessível à classe média não consegue comprar. Se a classe média não consegue comprar não há volume, e sem volume, não há impacto no planeta.”

No total, a empresa anunciou que 40 novos produtos, entre eles oito novos motores, que serão desenvolvidos a partir deste investimento. Além disso, um novo modelo de carro produzido no Brasil será anunciado no segundo semestre.

G1