Base do Sindifisco mantém Estado de greve e cobra resposta do governo Raquel Lyra

Em uma demonstração de insatisfação com a postura do governo de Pernambuco quanto aos pleitos da categoria, o Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco (Sindifisco-PE) declarou Estado de Greve. A deliberação foi fruto da Reunião Plenária da Assembleia Permanente (AGE), realizada no dia 05 de março, na sede do sindicato, na rua da Aurora. Na ocasião, os auditores fiscais e julgadores tributários também decidiram manter o Estado de Assembleia Permanente.

A resolução sobre o Estado de Greve, que contou com quase unanimidade dos votos (houve apenas uma abstenção), foi tomada diante da falta de avanço nas negociações com o governo estadual. Desde janeiro, a diretoria do Sindifisco-PE vem tentando um acordo com a governadora Raquel Lyra sobre a recuperação da paridade remuneratória entre ativos, inativos e pensionistas, com retroatividade a junho de 2024.

Até o momento, não há qualquer avanço nas conversas com o governo. A Governadora se encontra radicalmente fechada para uma democrática discussão com o Fisco. Uma posição totalmente oposta à que tem adotando com relação a todos os pleitos da categoria da qual faz parte, a dos procuradores do estado. “Apesar do nosso apoio ao Secretário da Fazenda, Flávio Mota, e equipe, o governo Raquel Lyra segue sem apresentar qualquer sinal positivo para a Sefaz e para os Fazendários, aprofundando o desgaste e empurrando a categoria para a mobilização”, afirmou o presidente do Sindicato, Nilo Otaviano.

A decisão escancara a insatisfação crescente da base com a postura do governo do Estado, marcada até aqui por silêncio, indefinição e ausência de respostas concretas. “Não há mais espaço para promessas vazias nem para o prolongamento de um impasse que desrespeita uma categoria fundamental para a manutenção da arrecadação estadual que é revertida em serviços à população, como saúde, educação e segurança”, destacou Nilo.

 

Catharina Freitas